título Kallocaína
autor Karin Boye
editora Antígona
ano2016pag230isbn9789726082743
título originalKallocain – Roman från 2000-talet
traduçãoJoão Reis, do sueco
revisão da traduçãoPatrícia Ferreira
revisão de textoConceição Candeias
concepção gráficaRui Silva | alfaitaria.org
paginaçãoRita Lynce
edição1.ª [Maio 2016]
dimensões133 x 207 x 17 mm
notaA presente tradução contou com um subsídio gentilmente concedido pelo Swedish Arts Council.
Este livro foi composto com caracteres Feijoa, tipo desenhado por Kris Sowersby em 2007. Impresso em Coral Book de 80 gramas, creme.
sobre Poeta consumada e pacifista, Karin Boye (1900-1941) é um dos vultos mais destacados na literatura sueca do século XX. Publicou várias antologias poéticas, entre as quais Moln (Nuvens, 1922) e Gömda land (Terras Ocultas, 1924), e contou-se entre os fundadores da revista de vanguarda Spektrum que apresentou T. S. Eliot e autores surrealistas aos leitores suecos. Membro do movimento Clarté, de pensador socialista e antifascista, viajou pela Europa nos anos 30, tendo visitado a União Soviética de Estaline e a Alemanha de Hitler, facto que influenciaria claramente a escrita de Kallocaína o seu derradeiro romance. Suicidou-se em 1941, no dia em que os nazis invadiram a sua amada Grécia.
sinopse Obra visionária, Kallocaína (1940) é uma das grandes distopias do século XX, herdeira de Nós, de Zamiatine, e de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e predecessora de 1984, de George Orwell. Num futuro desumanizado, um estado totalitário controla uma sociedade que, na ânsia da segurança prometida, se vergou à sua vontade. Em cidades subterrâneas, envolvido numa guerra permanente, o Estado Mundial erigiu a delação em acto cívico e dispõe a seu bel-prazer da vida dos seus consoldados que, temendo denúncias e perseguições, tudo cumprem em nome do bem comum. Quando o cientista Leo Kall descobre um soro da verdade – a kallocaína -, mais eficaz do que a tortura ou a propaganda, o Estado não se coíbe de derrubar as já frágeis barreiras da individualidade e de extorquir todos os segredos e pensamentos dos seus cidadãos. Requiem pela humanidade em tempos negros, Kallocaína conserva ainda hoje toda a sua clarividência.
A partir de agora, nenhum criminoso poderá negar a verdade. Nem mesmo os nossos pensamentos mais íntimos nos pertencem, como durante tanto tempo pensámos, sem ter esse direito. Dos pensamentos e sentimentos nascem palavras e acções. Assim sendo, como poderiam eles ser um assunto privado? Até hoje, simplesmente não fora possível controlá-los; agora, porém, foi descoberta uma forma de o fazer.



