Número Zero

títuloNúmero Zero
autor Umberto Eco
editoraGradiva
ano2016pag164isbn9789896166434

adquirirGradivaWook

  • detalhe da capa do livro Número Zero, de Umberto Eco, editado pela editora Gradiva
  • capa do livro Número Zero, de Umberto Eco, editado pela editora Gradiva
  • contracapa do livro Número Zero, de Umberto Eco, editado pela editora Gradiva

título originalNumero Zero
traduçãoJorge Vaz de Carvalho
editorGuilherme Valente
revisãoMaria de Fátima Carmo
capaArmando Lopes (concepção gráfica)
edição1.ª [Maio 2015], 4.ª [Fevereiro 2016]
dimensões155 x 230 x 13 mm


sinopseA redacção de um diário reunida à pressa prepara um jornal dirigido, mais do que à informação, à chantagem, à intriga, ao lodo e às personagens ignóbeis, que a chefia exige para aumentar as vendas.

Um redactor paranóico que, circulando por uma Milão alucinada (ou alucinado por uma Milão normal), reconstrói uma história com cinquenta anos, tendo como pano de fundo um plano diabólico arquitectado em torno do cadáver putrefacto de um pseudo-Mussolini. E, na sombra, o Gladio, a P2, o assassino do Papa Luciani, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de massacres e pistas falsas, um conjunto de factos inexplicáveis que parecem inventados, até que uma transmissão da BBC vem provar que são verdadeiros ou, pelo menos, são agora confessados como tal pelos seus autores.

Depois, um cadáver entra subitamente em cena na mais estreita e mal-afamada rua de Milão. E ainda uma frágil história de amor entre dois protagonistas perdedores por natureza: um ghost writer falhado e uma rapariga inquietante que, para ajudar a família,. abandona a universidade e se especializa em gossip sobre amizades afectuosas, mas é ainda capaz de chorar no segundo andamento da 7.ª de Beethoven. Uma história que se desenrola em 1992, em que se prefiguram muitos dos mistérios e loucuras dos vinte anos seguintes, precisamente quando os dois protagonistas pensam que o pesadelo terminara. Um caso amargo e grotesco que se desenrola na Europa desde o fim da Segunda Guerra até ao nossos dias.

Este é o manual perfeito para o mau jornalismo que, gradualmente, nos impossibilita de distinguir uma invenção de um directo.

Um livro que se lê avidamente, de um grande autor que surpreende sempre!