Hiroshima

títuloHiroshima
autorJohn Hersey
editoraAntígona
ano1997pag221isbn9789726080916

adquirirAntígonaWook

título original Hiroshima
tradução Fernando Gonçalves
revisão e anexos Júlio Henriques
capa Antígona (o piloto Paul Tibbets no avião que lançou a bomba sobre Hiroshima, foto de arquivo)
edição1.ª [Outubro 1997]
dimensões130 x 210 x 14 mm

nota do tradutorO critério seguido na grafia dos vocábulos japoneses é o proposto em português por Armando Martins Janeira, correspondendo ao sistema Hepburn internacional de transcrição, oficialmente adoptado no Japão e o único seguido pela vasta bibliografia internacional sobre a cultura nipónica, incluindo pois o emprego do k.

conteúdo

  • » Hiroshima
  • » John Hersey e o holocausto democrático, Júlio Henriques
  • » Hiroshima e Nagasaki: os Factos

sobre Hiroshima é o livro mundialmente mais conhecido do jornalista e escritor norte-americano John Hersey (1914-1993). Publicado pela primeira vez pela revista The New Yorker, em 1946, conheceu enorme fortuna, sendo depois divulgado por vários editores, sempre com dezenas de reimpressões. Hiroshima contava de início apenas com os primeiros quatro capítulos; por altura do 40º aniversário do lançamento da bomba, o autor regressou ao Japão para se inteirar do que entretanto acontecera às seis «pessoas afectadas pela explosão» de que se ocupa no seu relato, acrescentando um quinto capítulo aos anteriores. É esta versão «definitiva» que se publica pela primeira vez em língua portuguesa.

Ao mesmo tempo que o holocausto produzido pelo nazismo se encontra presente na memória social, o outro holocausto seu contemporâneo parece ter-se diluído na existência irreal dos homens.

E, no entanto, o emprego da arma atómica contra as duas cidades japonesas constitui uma denegação de sentido equivalente ao extermínio das «raças inferiores» pelos nazis. Auschwitz e Hiroshima são duas marcas do terror absolutamente contíguas, constituindo as figuras máximas da descivilização no século XX: os campos da morte e o emprego militar da energia atómica.

Parece inquietar pouca gente que as mais emblemáticas democracias estatais, e as mais seguras dos seus dispositivos de autocontrole, estejam assentes, não sobre baionetas, mas sobre as forjas do inferno. Uma tal situação obriga-nos a ser, como diz o filósofo alemão Günter Anders, utopistas invertidos: «É este o dilema fundamental da nossa época: somos mais pequenos que nós mesmos, somos incapazes de nos representarmos o que nós próprios fizemos […] Ao passo que os utopistas se definem como os que não podem produzir o que se representam, nós não podemos representar-nos o que produzimos.»


sinopse Quando a bomba foi lançada no dia 6 de Agosto de 1945, a menina Toshiko Sasaki, funcionária do departamento de pessoal da Fábrica de Estanho do Leste Asiático, estava a conversar com uma colega. O Dr. Masakazu Fujii, proprietário e único médico de um hospital, acabara de se instalar confortavelmente no seu alpendre. A Sra. Hatsuio Nakamura, viúva, estava à janela olhando uma cena estranha. o padre Wilhelm Kleinsorge, sacerdote alemão, lia uma revista jesuíta. O Dr. Terufumi Sasaki, jovem cirurgião, caminhava por um corredor do hospital com uma amostra de sangue destinada a um teste de Wassermann. O reverendo Kiioshi Tanimoto, pastor da Igreja Metodista de Hiroshima, preparava-se para descarregar o conteúdo de um carro de mão numa casa dos subúrbios.